04/07/2011

A sacerdotisa que há em mim...

Há dentro de mim um sem-número de contradições sem-fim
Uma secreta perversão dos sentidos que ao mesmo tempo me assusta, fascina e hipnotiza
Sacerdotisa do tempo, trago no coração, um punhado de sentimentos não-resolvidos
Nos pés, correntes invisíveis, marcas de um tempo, não tão longe assim
Minha túnica já foi branca, hoje está sem cor
Minhas mãos vazias, não conseguem mais reter a areia do tempo
Também não é mais preciso. As verdades já não estão mais em velhos pergaminhos, e eu não preciso mais morrer para o mundo para conhece-las. Na verdade estão bem perto, mas meus olhos de gato, preguiçosos e vadios, preferem seguir a lua e seus estranhos reflexos.
Miragens? Prefiro chamar de janelas, procuro ver meus olhos, mas eles estão escuros, e o som da minha voz às vezes me confunde.
De certo, apenas que estou aqui. O mundo? Está lá. O tempo? Não é mais preciso que eu dê atenção. Não há mais areia em minhas mãos, a túnica também não está aqui, nem as estranhas marcas de meu passado nebuloso e frio.

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