30/05/2011


Queria que chovesse. Jamais vou entender (pelo menos não completamente) a alquimia que existe entre a chuva e eu. É estranho como quando preciso, pressinto o que está por vir e a chuva me conforta antes mesmo de acontecer qualquer coisa. Meu desejo, minha sina, meu pecado original. Estar molhada pela chuva é quase como um gozo imemorial, obsceno e absoluto. É como ganhar asas, poder ir para junto de meu amor. É estar só e estar feliz por que se ama alguém. É amar aqui, além. É como sentir, lembrar-me de algo muito bom que jamais vivi... o beijo doce do meu amor nas minhas costas nuas... molhadas pela chuva.

22/05/2011

Esse é do baú - 09/02/05


Às vezes tudo que desejo é um momento de silêncio. Queria que meus pensamentos silenciassem. Que o mundo esquecesse. Que tudo tomasse um ritmo mais lento. Como uma criança que recebe colo. E naquele balanço bem devagar, os sonhos fossem azuis. E ela soubesse que nada no mundo poderia machucá-la. Tudo estava perfeito. Que o amor me rodeasse e brincasse com meus cabelos. Uma brisa suave, fresca invadisse meus sentidos e eu soubesse que tudo ficaria bem. Como num filme que termina com final feliz. Com sorrisos, pipoca e algodão doce. Ou mesmo tua boca me beijando o umbigo. Algo suave, quente, macio. E eu pudesse me tornar líquida nos teus braços, fluida. Absorvesse tua pele, suor, perfume. Tomasse parte de você. Você dentro de mim. Unos.

21/05/2011

Achados na net...

Outro dia, encontrei um texto pela net, que me tocou profundamente. Não me lembro do site, do blog, e peço que a autora não se sinta chateada comigo, por isso. Só quero que saiba que ela disse muito!


O amor é quase amizade, a amizade é maior. Permite diferenças, sem querer convencer o outro. Permite conhecer o outro, mais e mais, sem temer a intimidade de ser desvendado. Ele tem sempre as palavras certas, para as horas certas. Sabe quando preciso ouvir verdades duras, sabe quando preciso ouvir palavras doces, mesmo sem me ver há dias. Não há cobranças. Amizade é ligar quando quer, sempre que quiser sem medo de ser chato ou inconveniente, seja às 5h da manhã ou ao meio-dia. Ser amigo é ter um ciúme menos possessivo, mais por cuidado mesmo. É atender ao telefone no meio de um encontro para ouvir um desabafo. É se esforçar para ser amigo do namorado dela, para ser amiga da namorada dele, só para facilitar a convivência. Ser amigo é adivinhar quando eu não quero ver ninguém mais além dele, é desmarcar uma saída em grupo, para ficar em casa vendo filmes repetidos. Ser amigo é se aventurar na cozinha, inventar pratos, ou simplesmente passando um café. Ele ouve meus gritos no meu silêncio. Ele entende meus recuos, minhas sumidas e se assusta se elas se prolongam. Ser amigo é dar presente 20 dias depois do aniversário, e sem embrulhar mesmo, quem se importa com isso? É acertar no perfume antialérgico, no tamanho da blusa, sem perguntar, porque já nos conhecemos. É não saber como ele deixou de ser “o cara metido” para se tornar o meu melhor amigo. Eu não sei, eu não lembro. Ser amigo é não lembrar. É esquecer das promessas não cumpridas, da ofensa proferida. Ser amigo é topar programa de índio para não deixar o outro só, é topar ser alvo de olhares insinuantes “estão juntos e não querem falar”. Ser amigo é opinar sobre o novo corte de cabelo, sobre a nova cor. Reparar quando engorda, quando emagrece. Receber em casa de moletom, cabelo preso. Ser amigo é almoçar com a família no domingo, é dividir o sofá, o cinema, o cobertor, a conta no mercado. È falar besteiras, é confessar pecados. Amigo é aquele que nunca foi ex, nunca será. Amigo não tenta entender, aceita as estranhezas e só. Uma amiga me disse uma vez: Você não é algo que se entenda, é algo que se sente. Ele tomou isso como verdade, ele não me entende ele apenas me sente. Amigo é aquele que a gente conquista e não teme perder. E por isso somos mais tolerantes com nossos próprios erros, com os erros dele. Amigo é contar os sonhos, dividir os pesadelos. É perdoar. Ele perdoa quando eu digo que vou e não vou, perdoa meu celular desligado quando ele precisa muito falar, sem que eu precise me desculpar. Eu não me lembro como eu era antes dele. Ser amigo é dizer “Eu te amo”, sem medo, sem complementos. Não precisa explicar: Eu te amo, como amigo. Ser amigo é dizer: Eu te amo e ponto. Eu também te amo e ponto.
(Luana Gabriela - 26/10/2009)

20/05/2011

Uma música que não sai da minha cabeça...

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Um conto de maio


É certo que quando amamos, uma série de coisas são ressaltadas aos nossos olhos, outras ficam nubladas, esquecidas, mas sempre há um dia em que hão de ser percebidas.  E eu me sinto estranha ante a essa novidade perdida. De fato, os sinais sempre estiveram lá ou aqui, como preferir. Mas a gente gosta de sonhar, de idealizar, e quando nem isso é possível, de omitir, de restringir a visão, a audição, o tato, todos os sentidos àquilo que nos importa, nos dá sentido, alegria em viver. Percebemos e registramos somente o amor, nem notamos que o amor é nosso. Nossa percepção. Não advém do outro. E o que antes era claro, hoje é ofuscante. Foi o meu  desejo, meu sonho que sempre nortearam toda a experiência.
Quando a trave cai, é esta a sensação que tenho, e o olhar se amplia, é como se eu chegasse no topo de uma montanha verdejante, e visse que a paisagem real é outra, atrás, ao lado, na frente da montanha, por todo lado, muita areia, algumas plantas rasteiras, umas árvores perdidas ali, pedras, um riozinho acolá, mas tudo é muito amplo, as distâncias são enormes e o que sinto é cansaço. A beleza está dispersa e eu tenho dificuldade de percebê-la. É para lá que eu devo ir. Uma mistura de desânimo e melancolia.
A montanha era sonho? Não. O sonho era achar que eu poderia fazer parte dela. Fincar raízes. Estabalecer-me em alguma parte, qualquer parte, entre a base e o topo. Mas eu agora compreendo, que sempre soube, que por mais que ela fosse forte, bonita, verdejante, protetora, eu não poderia permanecer nela. Eu sempre fui estranha à sua paisagem. Ela permitiu que eu a usufruísse, de certa forma, me protegeu durante toda minha estadia, até de suas próprias armadilhas, me protegeu dos lobos, me ofereceu água limpa, algumas vezes me abrigou da chuva, permitiu que eu também me aquecesse com sua própria madeira. E eu fui feliz em minha montanha. Rsrsrs. Minha.  Acho que fui mais sua do que ela foi minha. Mas esta também é uma percepção muito particular. Eu nunca pertenci realmente à montanha.
Agora é hora de ir. E aqui estou eu enchendo meu cantil de poesia, alegorias e outras bobagens, para empreender nova jornada...

19/05/2011

Começo


Tou revendo escritos, levantando segredos, e resolvendo como começar. Isso aqui bem que se parece com diário, mas tenho dúvidas sobre colocar datas. Para quê? Algumas coisas não são eternas? Passado e presente estão sempre interligados... A verdade, é que quero relaxar, me abrir, postar o que der na telha e no coração, coisa antiga, coisa de hoje e coisa de sempre...não necessariamente nessa ordem! Rsrsrs.