Queria que chovesse. Jamais vou entender (pelo menos não completamente) a alquimia que existe entre a chuva e eu. É estranho como quando preciso, pressinto o que está por vir e a chuva me conforta antes mesmo de acontecer qualquer coisa. Meu desejo, minha sina, meu pecado original. Estar molhada pela chuva é quase como um gozo imemorial, obsceno e absoluto. É como ganhar asas, poder ir para junto de meu amor. É estar só e estar feliz por que se ama alguém. É amar aqui, além. É como sentir, lembrar-me de algo muito bom que jamais vivi... o beijo doce do meu amor nas minhas costas nuas... molhadas pela chuva.

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